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‘Racismo foi inventado pelas elites da América Latina para substituir a escravidão’, diz antropólogo

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  • Alejandro Millán Valencia
  • BBC News Mundo

Escravizados em plantação

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Ilustração de escravizados em Cuba; o país teve sua independência em 1898

No período da construção das repúblicas da América Latina, após os processos de independência nacional, ninguém na região tinha um conceito tão claro do que deveria ser a igualdade ou a liberdade como as pessoas que tiveram esses direitos negados: os escravizados.

Para o antropólogo colombiano José Antonio Figueroa, não só houve um bloqueio total da participação dos negros da construção dessas novas nações, como houve casos em que seus movimentos políticos foram sufocados até desaparecer.

Para demonstrar essa premissa, Figueroa se aprofundou em dois eventos históricos: a guerra da Concha, no Equador, que terminou com a repressão violenta dos movimentos de afrodescendentes; e, em Cuba, a criação do Partido Independente de Cor e do jornal Previsión. Todos tiveram o mesmo destino: a repressão.

O antropólogo resgatou esses movimentos e montou um retrato complexo do que chama de “republicanismo negro” no livro Republicanos negros: guerras por la igualdad, racismo y relativismo cultural (em tradução livre, “Republicanos negros: guerras por igualdade, racismo e relativismo cultural”).

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Author: Síntese

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